Pai e filha brasileiros correndo de mãos dadas em um parque ao entardecer

O Que Fazer no Dia das Crianças Além de Dar Presente

O presente costuma ser o centro do Dia das Crianças, mas o que realmente fica na memória de uma criança, anos depois, raramente é o objeto em si. É o passeio inesperado, a brincadeira em família que durou a tarde inteira, o dia em que os pais desligaram o celular e ficaram inteiramente presentes. Presente físico e experiência não competem entre si, mas vale a pena pensar no Dia das Crianças como uma data que pode ser vivida, não só comprada.

Passeios que não dependem de gastar muito

Parques públicos, praças com playground, trilhas leves em áreas verdes da cidade: são opções de custo baixo ou zero que costumam gerar mais entusiasmo do que se imagina, principalmente quando o passeio inclui algo fora da rotina, como um piquenique ou uma brincadeira nova ao ar livre. Bibliotecas públicas com programação infantil e museus com entrada gratuita em datas comemorativas também costumam ter atividades especiais nessa época do ano, vale checar a programação local com antecedência.

Um dia inteiro de brincar guiado pela criança

Uma ideia simples e poderosa: deixar a criança decidir toda a programação do dia, dentro de limites razoáveis. Isso inverte a dinâmica usual, em que o adulto decide o que é bom para a criança, e dá a ela um raro dia de autonomia real. Para crianças menores, isso pode significar escolher a brincadeira e o lanche; para as maiores, pode incluir escolher o passeio inteiro.

Atividades em casa que criam memória

Nem toda experiência memorável exige saída de casa. Uma tarde de jogos de tabuleiro em família, uma sessão de cozinha onde a criança participa de verdade (não apenas observa), ou uma caça ao tesouro organizada pelos adultos dentro da própria casa são atividades que custam pouco e rendem histórias contadas por anos.

Da nossa loja

Nos pedidos da Casa do Brinquedo em setembro e outubro, de 2023 a 2025, dois tipos de brinquedo aparecem juntos entre os mais pedidos: jogos para jogar à mesa com outras pessoas, como pega-varetas, dominó e jogos de cartas, e brinquedos de cozinha de faz de conta. É o mesmo tipo de programa desta lista: sentar à mesa com a criança ou cozinhar com ela.

Um roteiro simples para cada idade

O mesmo dia pode ser ótimo ou cansativo dependendo da idade. Algumas combinações que costumam funcionar:

  • 2 a 4 anos: uma manhã curta na praça ou no parquinho, o lanche escolhido por ela e uma tarde de faz de conta em casa, com o adulto no papel que ela mandar. Programas curtos rendem mais, porque nessa idade o cansaço vira choro rápido.
  • 5 a 7 anos: uma caça ao tesouro com pistas desenhadas, um piquenique no parque e, no fim do dia, um jogo de mesa simples com a família toda.
  • 8 a 10 anos: deixar que ela planeje o dia inteiro dentro de um orçamento combinado, prepare uma receita do começo ao fim e desafie os adultos num campeonato de jogo de tabuleiro.

Para dias em que o tempo não coopera, o guia de brincadeiras para dias de chuva reúne oito ideias que funcionam sem precisar comprar nada.

O valor de simplesmente estar presente

A rotina de trabalho e as telas competem constantemente pela atenção dos adultos, e as crianças percebem essa divisão de atenção mais do que se imagina. Reservar o Dia das Crianças como um dia sem trabalho pendente e sem celular por perto, ainda que sejam só algumas horas, costuma valer mais do que qualquer presente físico. É a atenção completa, não a duração do passeio, que fica marcada.

Presentes que viram programa em família

Se a ideia é juntar presente e experiência, vale escolher algo que já chegue pedindo companhia: um jogo para a mesa da sala ou um livro de receitas para a cozinha.

Os produtos abaixo estão à venda na Casa do Brinquedo, loja da mesma empresa que mantém o Amo Brinquedos. Os critérios de escolha estão em Como Avaliamos.

Dominó tradicional de MDF com 28 peças

1. Dominó Tradicional (Maninho Brinquedos)

Bom para: a tarde de jogos com três gerações na mesa.

É o jogo que avós e tios já sabem jogar, então ninguém precisa ler manual e a criança aprende jogando com eles. Ainda treina contagem e estratégia sem ninguém falar em aula.

MDF · 28 peças · a partir de 4 anos

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Jogo Ludo Real Torrinha com tabuleiro de madeira e peões coloridos

2. Ludo Real Torrinha, Edição Especial (Maninho Brinquedos)

Bom para: quem quer o clássico numa versão caprichada.

Tabuleiro de madeira, 16 peões coloridos e regras extras de estratégia além das tradicionais, para a partida não depender só da sorte no dado. Funciona bem como o jogo oficial dos domingos da família.

MDF · 1 tabuleiro, 16 peões e 1 dado

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Capa do livro infantil Meu Primeiro Livro de Confeitaria, da Editora Catapulta

3. Meu Primeiro Livro de Confeitaria (Editora Catapulta)

Bom para: a sessão de cozinha em que a criança faz de verdade.

São 12 receitas de bolos, muffins, cookies, alfajores e pão de ló, com passo a passo pensado para crianças. Com um adulto por perto na hora do forno, ela conduz a receita do começo ao fim, e o doce vira a sobremesa do dia.

Capa dura · 64 páginas · 12 receitas · 8 a 11 anos

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Para continuar

Presente físico e experiência combinam bem quando pensados juntos. Veja o Guia de Presente por Idade para escolher um item que complemente, e não substitua, o tempo de qualidade do dia.

FAQ

É melhor dar experiência ou presente físico? Não são excludentes. Um presente pequeno combinado com um passeio ou atividade especial costuma gerar mais satisfação do que apenas um item mais caro, porque a experiência acrescenta memória compartilhada que o objeto sozinho não cria.

O que fazer se o orçamento para passeio também for limitado? Parques públicos, praças e atividades em casa custam pouco ou nada e frequentemente geram mais entusiasmo genuíno do que passeios caros e cansativos. O fator decisivo é a atenção dos adultos durante a atividade, não o valor gasto.

Como envolver crianças de idades muito diferentes na mesma atividade? Escolher atividades com etapas flexíveis, como uma caça ao tesouro com pistas de dificuldades diferentes, ou um piquenique com brincadeiras variadas, permite que cada criança participe no seu próprio nível sem sentir que a atividade não é “para ela”.

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